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INTERM.ISSION / Barcelos, Portugal
Filipe Miranda – guitarra, voz /José Novo – bateria / João Coutada – baixo

2001-02 INTERM.ISSION nasceu de uma fusão de elementos de dois diferentes projectos musicais já extintos (Kafka + Flakes & Gin), com o propósito de ser uma banda sem calendário ou agenda, tocando ao vivo e gravando apenas em ocasiões especiais. Os primeiros ensaios tiveram lugar em Barcelos, em Fevereiro de 2001. Um mês depois, aconteceu a primeira apresentação ao vivo que deu início a uma série de concertos no distrito de Braga. Como convidado habitual nesta fase, esteve Tiago Esteves na guitarra. Em 2002, a banda foi para o estúdio Oops!, com Mariano Dias, para fazer as primeiras gravações e deu alguns concertos, tendo sido convidada para actuar em locais como o Insólito, na festa de estudantes da Universidade do Minho ou no primeiro Festival Rock na Barragem, este em substituição de uma banda que não ia poder comparecer. Por esta altura, aconteceram também as primeiras experiências acústicas ao vivo.
2003-04 O ano de 2003 foi a estreia em edições. Foi criada a vertente editorial da Honeysound, pela qual foi editado o EP de quatro faixas Interm.Ission – uma edição limitada com design de Jorge Ballester -, seguido de várias apresentações ao vivo, das quais se destacam situações como o estranho concerto na esplanada do Triangubar – quase cancelado pela polícia, originando alguns confrontos verbais entre os agentes, elementos do público e a organização – e a Rock’n'Roll Party, em que o palco foi dividido com duas bandas barcelenses já há muito inactivas: Fucklore e Ribanceira. Em 2004, surgiu o convite de um dos responsáveis da Fnac – que ouviu a banda na rádio – para fazer uma série de showcases em Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Porto. Como convidados, estiveram o ex-Stonehege Hugo Braga na voz e Óscar Sousa nas percussões. O técnico de som Nuno Pereira gravou um desses concertos acústicos, cuja gravação foi editada mais tarde, para fins promocionais, com o nome Bootleg. Os restantes concertos desse ano passaram por locais dos distritos de Braga e Porto, sendo de destacar uma noite na carismática Azenha D. Zameiro em Vila do Conde, dividindo o palco a convite dos extintos Lip Poppers.
2005-06 O 2005 começou com uma entrevista/showcase em directo na Rádio Universitária do Minho, no programa Lollypop, da autoria de Vitor Pinto. Seguiram-se vários concertos – um dos quais teve a participação de João Dias nos teclados – destacando-se os dois realizados em Viana do Castelo, primeiro na Queima das Fitas com os Fingertips e, mais tarde, no Goodbye Summer Festival que teve lugar no forte de Santiago da Barra, com bandas como os Dixie Gang, Be-Dom ou os Les Triples. Em Novembro do mesmo ano, a banda esteve durante uma semana no estúdio Oops! – desta vez com José Arantes – a gravar alguns dos temas compostos até à altura. Em 2006 não foi possível fazer concertos, devido a agendas pessoais e dos outros projectos dos membros – The Partisan Seed, BiarooZ e Nikouala -, mas existiram três edições: dois novos temas para o single Make No Mistake On a Strange Way, ao qual se juntaram as participações nas compilações Input.Output (Honeysound) e Acorda! (Cobra, Antena 3).
2007-08 Em 2007 surgiu a possibilidade de editar fora da Honeysound, mas houve a decisão interna de declinar as propostas. Nesse mesmo ano, a banda regressou apenas para um concerto no Jazz & Co. e para participar no Festival SoutoRock, onde o convidado foi Gonçalo Machado. Houve somente um concerto em 2008, devido à impossibilidade de José Novo tocar ao vivo. Nesta apresentação única, que teve lugar em Barcelos nas festas da cidade, Pedro Cabral foi convidado para substituir José Novo na bateria.
2009-10 Lançamento do disco Same Old Fancy Show / 01-05 a 4 de Junho no auditório do Museu de Olaria de Barcelos. A partir daí, a banda fez uma tour de apresentação do álbum com 30 concertos, passando por alguns auditórios, festivais, bares e showcases nas lojas Fnac. partilhando o palco com bandas como L’Enfance Rouge, Bizarra locomotiva, His Sad Quote, Loops ou The Bombazines. Pelo meio, entrevistas a rádios – tais como Rádio Local de Barcelos, Rádio Universitária do Minho ou Rádio Universidade de Coimbra – e a edição do primeiro videoclip oficial. O disco foi incluído nas listas de melhores do ano da CDGO e da Marsupilami.
2011-12 A banda faz novamente um intervalo. Em 2012, apenas dois concertos em Barcelos e Bragança e a participação na compilação que comemora os 10 anos da Honeysound.

2013-actualmente O José mudou-se para os EUA (toca com os Glamour Assassins, espreitem por aí), o Filipe continua a tocar ao vivo e a gravar (The Partisan Seed, Was An Outsider, etc.), assim como o João (Biarooz, Ratere).

 

PRESS RELEASE
SAME OLD FANCY SHOW / 01-05
“É pelas mãos dos INTERM.ISSION que a electricidade massiva volta a jorrar de Barcelos. Este ‘Same Old Fancy Show / 01-05′ faz jus à tradição sónica da cidade e revela-nos um trio rock com uma consistência e maturidade que dão prova de grande experiência acumulada e um amor infinito à sua arte.
Na espinha das descargas eléctricas estão melodias simples e certeiras que na sua repetição evocam imagens de uma beleza negra que Filipe Miranda resgata ao mesmo universo lírico dos seus magníficos Kafka ou do seu alter-ego The Partisan Seed. Só a solidez da bateria de José Novo e o baixo magnânimo de João Coutada põem rédea às catadupas de electricidade que brotam das guitarras, criando uma coesão e estética final que não convém etiquetar.
Os oito temas que compõem este magnífico álbum de estreia, derivam na alternância de momentos de tensão – criados pela excelência do trio na economia de meios – e outros de pura evasão em redentores galopes eléctricos, ao mesmo tempo que, no seu tom claro-obscuro, a grande poesia de Filipe Miranda vai deambulando por cenários pardos e desfocados onde criaturas humanas reclamam uma luz que as ofusque e liberte das amarras da carne.
Donos de um som de pedra, metal e mel, os INTERM.ISSION agregam eras de sedimentos rock numa liga preciosa que urge brilhar nos recantos mais obscuros das nossas arrecadações musicais.” - C.Mateus


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